Alunos da UFMG elogiam infraestrutura de Catas Altas após diagnóstico sanitário

Os alunos do curso de engenharia sanitária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que estiveram em Catas Altas de 20 janeiro a 2 de fevereiro fazendo um diagnóstico da situação sanitária do município, elogiaram a infraestrutura presente na cidade e a receptividade da população durante o projeto.

Durante 13 dias, eles observaram de perto as condições de saneamento, como água, lixo e esgoto, além de situações de saúde, educação e segurança e questões subjetivas, como sonhos e desejos. Os estudantes também acompanharam um dia de atividade dos servidores em vários departamentos da Prefeitura.

“Ficamos muito surpresos de ver as pessoas abrindo as portas de suas casas sem preocupação. Elas nos receberam muito bem e estavam interessadas em responder as perguntas e em colaborar. Também notamos que os moradores ficavam admirados quando perguntávamos sobre quais eram os sonhos deles. Foi um momento que elas tiveram para desabafar”, destacou Luis Eduardo Miranda, do curso de engenharia civil.

Para Gustavo Henrique Faria de Araújo, de engenharia ambiental, a experiência foi ótima. “Foi uma vivência que vai ficar para a vida toda.”

Além da receptividade, os estudantes destacaram que a cidade conta com uma infraestrutura muito boa e adequada. “A educação básica, por exemplo, foi muito elogiada pelas pessoas que entrevistamos”, destaca Araújo. “Só falta um pouco mais de consciência ambiental coletiva para aproveitar o que Catas Altas tem de melhor”, completa Miranda.

Os alunos explicaram que, apesar de boas condições, a cidade tem alguns pontos que precisam ser melhorados. “É o caso do planejamento do saneamento básico do bairro Vista Alegre, por exemplo, já que, ali, a expansão aconteceu de forma desordenada. Também vimos que ainda existem muitas fossas negras na zona rural”, relembra Araújo.

No bairro Vista Alegre, porém, já existe um projeto para modernização e ampliação das redes pluvial, água e esgoto. A ação foi escolhida pela população para fazer parte do Plano Plurianual do município.

Já na zona rural, a Prefeitura está planejando levar saneamento básico para 100% das propriedades, através do projeto Rio Vivo. Nele, 150 famílias serão beneficiadas com fossas sépticas. Além disso, outras 45 fossas serão construídas nos imóveis do Córrego João Alves, ainda em 2018, com recursos captados pela Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente através da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Após o trabalho em campo e a avaliação inicial que aconteceram na sede, zona rural e distrito do Morro D’Água Quente, os alunos da UFMG vão voltar para a Universidade para compilar os dados e elaborar o diagnóstico técnico detalhado sobre a situação sanitária de Catas Altas.

Segundo secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Reginaldo Nascimento, esse trabalho irá auxiliar no planejamento das ações que vão acontecer no setor no decorrer deste ano. “Catas Altas foi contemplada com este projeto que tem custo zero para o município e inúmeros ganhos. Vai nos ajudar muito a entender melhor as condições sanitárias e até a encontrar soluções para os problemas que, por ventura, possam aparecer”, explica.

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